
O Grupo Estadual de Execução de Políticas Agrícolas para Reforma Agrária (GERA), gerido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário do Governo Federal, quer criar uma frente parlamentar para fortalecer a inspeção sanitária no Amapá.
Uma das medidas nessa direção é a procura de deputados que possam ajudar o grupo na busca de recursos, a fim de que, a equipe técnica possa ir até o agricultor nas comunidades rurais e orientá-lo quanto à importância, necessidade e procedimentos para garantir a qualidade dos produtos agrícolas.
“Entendemos que o agronegócio é a solução para o desenvolvimento econômico do Estado do Amapá. A produção agrícola vem crescendo sistematicamente e temos que fortalecer o setor primário enquanto as indústrias não se instalam em solo amapaense, estimuladas pelos incentivos fiscais da Zona Franca Verde”, enfatizou o gerente do núcleo de inspeção de origem vegetal da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro), César Velasco em entrevista ao Jornal da Manhã, nesta segunda-feira, 27. Ele esclareceu que todo produto manipulado precisa do selo de qualidade para que seja comercializado. “Isso garante maior valor agregado aos produtos”, acrescentou.
A discussão sobre a inspeção de alimentos da agricultura familiar foi levantada no Seminário "Produção na Agricultura Familiar: Inspeção e Controle de Qualidade no Estado do Amapá" que aconteceu no dia 24 de junho, no auditório da Embrapa/AP, em Macapá. O evento também debateu as normas e o processo de certificação das empresas e famílias que beneficiam e manipulam alimentos.
Colheita de grãos
A colheita de grãos no Amapá para este ano será 56,34 % maior que a de 2015. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que prevê 52,5 mil toneladas de grãos na quinta estimativa de produção, feita no primeiro semestre de 2016. São 18,9 toneladas a mais que em 2015, quando foram produzidas 33,6 toneladas.
O grão que representa maior participação na colheita é a soja. Serão 48,5 mil toneladas do produto, representando 65,13% da produção. Em seguida, vem o feijão caupi, com a estimativa de 1,2 mil toneladas, o que representa 12,24% da colheita.
“A expectativa aumentou devido à expansão da área plantada, resultado dos incentivos na agricultura familiar para plantio do feijão e novos investimentos na agricultura de larga escala para cultivo da soja”, explicou o coordenador técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, Jacó Colares.
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