
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) suspeita que o Município de Macapá tenha deixado de atender os grupos prioritários de imunização contra a influenza, por causa da comoção gerada na população com a morte de um médico cubano e um bebê de oito meses, vítimas de H1N1. Vários foram os relatos apurados pela Difusora de que pessoas que não são do grupo prioritário, foram vacinadas.
Por causa dessas mortes, a campanha de imunização – marcada para começar em 30 de abril em todo o país – teve que ser antecipada no Amapá. E as doses chegaram durante a primeira semana de abril. Das 177 mil, mais da metade, ou seja, quase 100 mil foram distribuídas para Macapá.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por sua vez, informou que atingiu 80% da meta de imunização, o que representa 73 mil pessoas do grupo prioritário. Ainda falta contabilizar as imunizações dos distritos do Arquipélago do Bailique e Pacuí, além da população carcerária do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).
Segundo informou a coordenadora de Imunização de Macapá, Jorsette Cantuária, a Prefeitura de Macapá, teve que solicitar mais doses ao Ministério da Saúde porque, antes mesmo, de encerrarem as doses, foi registrado um aumento na demanda desses grupos.
A população preferencial são crianças de 6 meses a menores de 5 anos, grávidas em qualquer período da gestação e mulheres que acabaram de ter neném, trabalhador de saúde, povos indígenas, pessoas com 60 anos ou mais, internos e funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e portadores de outras condições clínicas especiais como doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias.
A secretária de Estado da Saúde, Renilda Costa, informou que a responsabilidade pela solicitação de novas remessas de vacina, é de cada município. E que, aguarda a manifestação do Ministério da Saúde a respeito do pedido. Pois, são os Estados que recebem as doses para repassar às prefeituras.
Com reportagem de Mirrelle Rabelo
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