Os advogados que atuam como defensores públicos do estado, passaram a semana da mulher realizando um mutirão dentro da área feminina do complexo penitenciário do Amapá. Na ação, eles descobriram uma série de processos que poderiam ter um desfecho diferente, se avaliados caso a caso.
Elisangela Marques está presa há 10 meses. Ela falou a importância da ação para as detentas, ao terem a oportunidade de conversar com a defesa e fazer uma vistoria nos processos de forma individual.
Hoje, no complexo feminino do Iapen, 38 mulheres são presas provisórias. Com a análise dos processos, a expectativa é que boa parte delas volte à liberdade. O advogado Cícero Bordalo Junior, disse que a maioria das mulheres se arrepende do crime e consegue se estruturar.
A detenta Cláudia Santos já terminou de cumprir a pena e vai ser liberada na próxima segunda-feira, ela promete mudar de vida.
O defensor-geral do Estado Horácio Maurien falou que o trabalho foi importante para os dois lados, tanto para o Estado – que diminui custos com presas que já cumpriram suas penas – quanto para as detentas que serão soltas de forma reabilitada.
Durante o mutirão da Defenap, o Tribunal de Justiça do Amapá realizou uma campanha que arrecadou calças jeans e camisas brancas para doação para a as apenadas. A entrega das roupas será na próxima semana.
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