A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelou ontem um fato incomum registrado em tempos de zika vírus, dengue e chikungunya: a população se acostumou a conviver com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e não procura mais as unidades de saúde para a notificação dos casos. As palavras são do chefe da Divisão de Vigilância Ambiental da Coordenadoria de Vigilância e Saúde (CVS), Emanuel Bentes.
A situação, no entanto, acaba se tornando um problema para os órgãos de saúde que utilizam as notificações como termômetro para saber como está a incidência de casos das doenças transmitidas pelo mosquito.
A informação foi relevada durante audiência pública sobre o zika vírus, promovida pelo Ministério Público do Estado, em Macapá. No evento, a Sesa e a Coordenadoria de Vigilância em Saúde também apresentaram dados epidemiológicos da dengue, chikungunya e zika no Amapá.
O que preocupa no momento as autoridades é os quarenta e quatro casos suspeitos de zika no Estado. Os órgãos de saúde do Amapá estão aguardando os resultados que serão enviados pelo Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, no Pará.
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