Reconhecidamente em ascensão, surgindo cada vez mais mulheres querendo desempenhar a função, a arbitragem feminina brasileira está em alta. No Amapá não é diferente.
Atualmente, o Estado conta com sete mulheres nos quadros de arbitragem feminina da Federação Amapaense de Futebol (FAF). Destas, três nos quadros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e já participam de competições nacionais, como assistentes. A árbitra assistente, Marilene Tavares falou da sua experiência como árbitra de futebol.
A primeira árbitra de futebol no Brasil foi Asaleia de Campos Micheli, a Léa Campos, nascida em Belo Horizonte (MG), em 1945. Em plena ditadura militar, formou-se árbitra pela Federação Mineira de Futebol, a despeito dos papeis de gênero estabelecidos como adequados para aquele contexto cultural.
Diplomada em Educação Física e Jornalismo, teve muito trabalho para fazer valer sua vontade. O reconhecimento de seu diploma pela Fifa, se deu apenas em ‘971. Léa buscou apoio de diferentes modos recorrendo, inclusive, ao então presidente Emílio Garrastazu Médici, que ao recebe-la, assinou uma carta autorizando-a a atuar.
As árbitras e assistentes de futebol de campo também atuam em campeonatos femininos ou masculinos, em diversas divisões, de acordo com a escala montada pelas Federações. No Amapá, já participaram desde 2012 das competições oficiais do Campeonato Amapaense de futebol profissional.
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